I Colóquio de Educação Internacional para o Sul Global (CEISG)

Data

 ~ 

Local

FINATEC/UnB, Faculdade de Educação e Centro Cultural da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília

Sobre o evento

Apresentação



A proposta de um evento internacional na área da Linguística Aplicada Crítica (LAC) e com interfaces com outras áreas e campos de investigação (Educação Internacional, Relações Internacionais, Educação, Linguística, Sociolinguística, Pedagogia Crítica, Análise do Discurso Crítica, etc), atesta a indisciplinariedade, transdisciplinariedade e multidisciplinaridade como características preponderante neste evento, além de sua relevância ao abranger um vasto campo de profissionais que atuam na formação de professores de línguas, na educação internacional e em políticas linguísticas, em especial do ensino de línguas, desde o Ensino Fundamental ao Ensino Médio e Superior, visando promover o desenvolvimento e o compartilhamento de pesquisas, o que traz contribuições para pesquisadores, educadores e formadores de professores. O campo da Linguística Aplicada Crítica é, a nosso ver, específico e ao mesmo tempo, vasto, rico e, sobretudo, relevante, tendo em vista a necessidade de rumarmos, enquanto humanidade, para práticas sociais, discursos e práxis críticas, emancipatórias, que visem à democracia, à mitigação de opressão e desigualdade. Espera-se proporcionar espaço de aprendizagem e interação entre estudiosos nacionais e internacionais, buscando avanços teóricos e pedagógicos na área em foco. Ademais, a proposta também conta com plano de publicações para disseminação de resultados a um público certamente ainda maior do que o que vai ser congregado pelo evento, a partir do seguinte tema, a saber: Perspectivas Decoloniais na Linguística Aplicada Crítica.

As inscrições para apresentadores de trabalho/pósteres encontram-se abertas até 31 de Julho de 2020. Para ouvintes e para minicursos encontram-se abertas até inscrições até 27 de Setembro de 2020

Eixos temáticos

Educação Internacional
Linguagem e Agência
Linguagem e Avaliação
Linguagem e Análise do Discurso
Linguagem, Epistemologia e Ontologia
Linguagem e Educação (Inter)Cultural
Linguagem e Educação Docente
Linguagem e Educação Linguística
Linguagem e Ensino-Aprendizagem de Língua(s)
Linguagem e Estudos dos Gêneros, Raça e Etnia
Linguagem, Identidade(s) e Subjetividades
Linguagem e Internacionalização
Linguagem, Discurso e Sociedade
Linguagem e Materiais Didáticos
Linguagem e Multimodalidade
Linguagem e (Multi)Letramentos
Linguagem e Plurilinguismo
Linguagem e Políticas
Linguagem e Pragmática
Linguagem e Práticas Translíngues
Linguagem e Práticas Sociais
Linguagem e Sociolinguística
Linguagem e Tecnologia
Linguagem e Tradução
Políticas Linguísticas e internacionalização
Outra (s)

Programação

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Minicursos



Minicursos
: Estão previstos minicursos para o segundo dia do evento. Cada congressista poderá se inscrever no minicurso de sua preferência e efetuar o pagamento no site do evento. 

1. Competências na formação universitária: equílibro disciplinar e transversal nos programas curriculares

 

Abdeljalil Akkari

Universidade de Genebra/Suíça

 

Durante muito tempo, os programas universitários foram construídos em torno de disciplinas científicas independentes. Os cursos de formação são organizados de acordo com uma perspectiva aditiva e poucos são os programas que conseguem construir conhecimento integrando diferentes disciplinas específicas. Este minicurso tem como objetivo mostrar aos participantes os processos de evolução necessários dos cursos universitários. Nossa abordagem tem como objetivo desenvolver as habilidades dos participantes em reformas curriculares. Por um lado, discutiremos a necessidade de transformar cursos disciplinares para que integrem a dupla perspectiva de empregabilidade e profissionalização. Em seguida, destacaremos a importância de reservar um lugar de destaque para as competências transversais e interculturais nos programas curriculares universitários. Terminaremos mostrando a necessidade de dar à pesquisa (fundamental e aplicada) um lugar central nos novos programas universitários.

2. Rede de Especialistas do Programa IsF: ampliando parcerias e fortalecendo ações de língua e internacionalização

 

Denise Martins de Abreu e Lima

Universidade Federal de São Carlos – UFSCar/MEC

 

Waldenor Barros Moraes Filho

Universidade Federal de Uberlândia – UFU/MEC

 

Este workshop tem como objetivo demonstrar como é a nova configuração do Programa e como os especialistas de língua estrangeira podem participar para fortalecer a oferta de línguas estrangeiras nas instituições de forma a dar suporte ao processo de internacionalização da sua comunidade. Serão discutidos os modelos de atuação, a participação dos especialistas, os compromissos, os ganhos e os desafios de se implementar as ações do Programa em cenário nacional com as parcerias internacionais.

3. Multimodalidade no contexto escolar: a construção da resistência

 

Fernanda Liberali

PUC-SP/CNPq

 

Este minicurso propõe discussões teórico-práticas sobre o conceito de multimodalidade e sua produtividade no contexto escolar para a construção de posturas críticas frente aos saberes, as ações e as proposições desenvolvidas neste espaço. Os participantes serão convidados a análise de material didático e de práticas escolares em geral, atentos às demandas da atualidade, considerando os efeitos de sentido construídos pelos múltiplos recursos e múltiplas mídias que marcam o dia a dia dos aprendizes e educadores.

 

4. O grito do subalterno

 

Kanavillil Rajagopalan

UNICAMP/UFT/UESB/CNPq


Retomando a discussão famosamente iniciada por Gayatri Spivak, proponho colocar em discussão como a voz de Caliban pode ecoar nos bastidores do poder. Serão destacados os imensos desafios inerentes a essa empreitada e a necessidade de enfrentá-los e oferecer resistência a toda e qualquer tentativa de cooptação ou intimidação.

 

5. Políticas linguísticas e perspectivas críticas na formação de professores de línguas

 

Kleber Aparecido da Silva

UnB

 

Lauro Sérgio Machado Pereira

IFNMG

 

Renata Mourão Guimarães

IFB

 

Nos tempos atuais, com o acirramento da globalização, presencia-se uma alteração substantiva no panorama social, cultural e linguístico mundial (BLOMMAERT; RAMPTON, 2011). Nesse cenário, evidencia-se, no Brasil, um crescimento significativo de escolas bilíngues e internacionais que têm duas ou mais línguas de instrução. Dentre as propostas de educação bilíngue que encontramos em contexto brasileiro, destacam-se: a educação bilíngue indígena, a educação bilíngue em contextos de imigração, a educação bilíngue para a comunidade surda, a educação bilíngue de línguas de prestígio e a educação bilíngue em contextos de fronteira (SILVA et. al., 2019; LIBERALI;MEGALE, 2011). Somando-se a isso, assistimos a um fluxo intenso de imigrantes que adentram o cenário nacional, o que tem provocado uma expansão ainda maior do multilinguismo brasileiro. Tendo como foco o contexto de educação bi/multilíngue para as escolas (do nível  Básico, Técnico Tecnológico ao Ensino Superior) ainda é muito escassa pesquisas que forneçam subsídios para que se tenha uma melhor compreensão do perfil de educadores e da formação mais adequada dos profissionais que atuam nestes contextos. Esta comunicação tem como objetivo, ao focalizar temas que perpassam o fazer pedagógico do educador que atua nesses contextos de internacionalização, contribuir para aumentar a compreensão acerca de aspectos importantes que caracterizam esse profissional, e, consequentemente, sobre quais competências, saberes e (multi)letramentos são necessários e que  parâmetros poderiam (re)orientar a sua formação para à docência e para a pesquisa. Acreditamos que o delinear destes princípios teórico-metodológicos poderá ser uma mola propulsora para a (trans)formação de agentes críticos capazes de contribuir para mudanças substanciais na educação linguística nas escolas públicas brasileiras, a partir de uma perspectiva Sul Global, visando uma internacionalização crítica e protagonista (SILVA e JORDÃO, 2020; PENNYCOOK e MAKONI, 2019; PESSOA, SILVESTRE e MONTE-MÓR, 2018; SILVA e ARAGÃO, 2015).

6. Internacionalização de carreira baseada na gestão do conhecimento

 

Elisabete Monteiro de Aguiar Pereira

Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP

CNPq

 

O objetivo desta atividade é oportunizar um espaço para reflexão sobre as possibilidades de “Internacionalização de Carreira”, para cada um dos participantes do curso.

 

Contextualização

As Instituições de Ensino Superior aderiram aos movimentos de Internacionalização, observando aos pressupostos dos movimentos e dos organismos internacionais, das políticas nacionais e dos desejos de suas próprias comunidades acadêmicas. Da mesma forma, o mercado de trabalho apresenta uma demanda cada vez maior por profissionais que tenham competências globais para atuação em mercados multiculturais. Essas competências globais desdobram-se no desenvolvimento e na formação tanto das competências duras – hard skills – quanto das competências brandas – soft skills. Portanto, diante deste cenário, é fundamental que a Internacionalização de Carreira – Career Internationalization -  seja buscada constantemente. A grande questão está em que muitas vezes, tanto a comunidade acadêmica, quanto a sociedade em geral desconhecem as formas de buscar a sua própria internacionalização. Propòe-se, com este mini-curso, auxiliar as pessoas a utilizarem técnicas e ferramentas de gestão do conhecimento para sua própria internacionalização.

 

Questões norteadoras

  • De que forma estamos internacionalizando as nossas práticas profissionais?
  • Como posso desenvolver as competências definidas como necessárias para compor o quadro de profissionais globais do milênio?
  • De que forma posso internacionalizar minha carreira e “turbinar”o meu currículo?
  • O que posso fazer para internacionalizar o meu “avatar virtual”?
  • Como internacionalizar os meus perfis: ResearchGate; Academia.edu; Orcid; ResearcherID; Lattes; Publons, etc...
  • O que é e como utilizar o “Mentoring” para internacionalização de carreira?
  • O que é e como utilizar o “Job shadowing” para internacionalização de carreira?

 

7. Multimodalidade no contexto escolar: a construção da resistência

 

Fernanda Liberali

PUC-SP/CNPq

 

Este minicurso propõe discussões teórico-práticas sobre o conceito de multimodalidade e sua produtividade no contexto escolar para a construção de posturas críticas frente aos saberes, as ações e as proposições desenvolvidas neste espaço. Os participantes serão convidados a análise de material didático e de práticas escolares em geral, atentos às demandas da atualidade, considerando os efeitos de sentido construídos pelos múltiplos recursos e múltiplas mídias que marcam o dia a dia dos aprendizes e educadores.

8. Transformar as universidades para construir um movimento: O caso do Pronera

 

Rebecca Tarlau

Penn State University/EUA

 

Neste minicurso, descrevo uma das vitórias educacionais mais importantes do MST: o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Este caso demonstra que os movimentos sociais podem aumentar sua capacidade interna ao engajar as instituições estrategicamente e que é possível que os militantes institucionalizem seus objetivos dentro do aparato de Estado sem serem cooptados ou desmobilizados. Ao contrário, o Pronera contribuiu diretamente para a infraestrutura interna do MST e para sua habilidade para renovar as lideranças. Essas realizações, no entanto, exigiram constante articulação política e protestos contenciosos.

 

9. A multimodalidade nos livros didáticos de inglês da escola pública sob o viés da Gramática do Design Visual (GVD)

 

Reinildes Dias

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

 

As tecnologias digitais impactam de maneira cada vez mais marcante os textos contemporâneos por facilitarem a orquestração de vários modos semióticos no processo de produção de sentidos (KRESS, 2003). Os textos atuais podem ser vistos como verdadeiras paisagens semióticas por incluírem dois ou mais destes modos semióticos: o verbal (a escrita / a fala); o imagético; o sonoro; o gestual, o espacial, a tipografia. Para a análise de imagens combinadas com os modos verbal, espacial e o tipográfico, as categorias da GDV, a representacional, a interacional e a composicional (KRESS; VAN LEEUWEN, 2006) têm sido utilizadas com sucesso (BARBOSA, 2016; GUALBERTO, 2016). A GDV é um instrumento que descreve “a maneira pela qual as pessoas, os lugares e as coisas retratadas se combinam em ‘enunciados’ visuais de maior ou menor complexidade e extensão” (KRESS; VAN LEEUWEN, 2006, p. 01). Os livros didáticos para o ensino de inglês na educação básica, especialmente nos anos finais do Ensino Fundamental, são produzidos sob o impacto da era digital e, consequentemente, exploram a multimodalidade em suas unidades de ensino (GUALBERTO, 2016). O objetivo principal desta oficina é discutir a abordagem multimodal e exemplificar o uso das categorias da GDV, especialmente a interacional para, então, incentivar os participantes a analisarem a multimodalidade de textos de gêneros diferentes, orais ou escritos. A análise levará em conta quais modos semióticos mais se destacam na composição textual e como eles são orquestrados, tendo em vista a categoria “interacional” da GDV. O conhecimento construído pelos participantes pode ser utilizado para a análise de seus próprios livros didáticos de inglês, assim como para o entendimento da importância da multimodalidade na compreensão e produção de textos de gêneros diferentes, orais ou escritos, pelos alunos digitais da era atual.

 
10. A internacionalização no contexto acadêmico: rankings ou impactos?

 

Wagner Eduardo Rodrigues Belo

Instituto Federal de São Paulo (IFSP)

 

A presente proposta de intervenção durante a mesa-redonda e do mini-curso que tratará da "Educação Internacional" terá como foco discutir o lugar da internacionalização dentro do cenário da formação acadêmica universitária, além problematizar as abordagens existentes na gestão da cooperação internacional. Será discutido o papel da cooperação internacional no contexto do desenvolvimento de programas de graduação e pós-graduação, a identificação de atores e de ativos de internacionalização passiveis de desenvolvimento de ações, além de destacar a importância da mensuração de resultados que qualifiquem a natureza dos impactos gerados.  

Comissões

Coordenação Geral e Científica
 
Kleber Aparecido da Silva
UnB
 
Assistente da Coordenação Geral e Científica
 
Paula Cobucci
UnB
 
Lauro Sérgio Machado Pereira
IFNMG
 
Renata Mourão Guimarães
IFB
 
Julyana Peres Carvalho Portugal
MACKENZIE / UniProjeção
 
Comissão Organizadora
 
Aline Izorade da Silva Roque/UnB
Ana Karolina de Azevedo Gomes/UnB
Camila Moreira Gomes/UnB e SEEDF
Cátia Regina Braga Martins/Universidade de York/Canadá
Carmem Jená Machado Caetano/UnB
Cesário Alvim Pereira Filho/UnB
Edinei Carvalho dos Santos/UnB
Elkerlane Martins de Araújo/IFTO
Helenice Joviano Roque-de-Faria/UNEMAT
Hélvio Frank de Oliveira/UEG
Juscelino Francisco do Nascimento/UFPI
Kleber Aparecido da Silva/UnB
Lanisson Araújo Gonçalves/UnB
Paula Cobucci/UnB
Paulo Massaro/USP
Rita de Cássia Araújo/UFMG
Rodriana Dias Coelho Costa/UFG
Sonia Margarida Ribeiro Guedes da Rocha/UnB e SEEDF
Tatiana Rosa Nogueira Dias/UnB
 Valdiceia Tavares-Santos/SEEDF
Zenaide Dias Teixeira/UEG
 
Comissão Científica

Beatriz G. Rodrigues/UFPI
Carine Guedes/IFB
Cátia Martins/Universidade de York/Canadá
Joyce Wassen/ UFES/UNICAMP
Juliane Martinez/UFPR
Junio César Batista de Souza/IFB
Juscelino Nascimento/UFPI
Kleber Aparecido da Silva/UnB
Kyria Finardi/UFES
Lauro Sérgio Machado Pereira/IFNMG/UnB
Luciane Stallivieri/UFSC
Paula Cobucci/UnB
Paulo Roberto Massaro/USP
Rodriana Costa/UFG/UnB
Ruberval Maciel/UEMS
Sônia R. Guedes/UnB
Tatiana Nogueira/UnB
Vania Cristina Casseb-Galvão/UFG/CNPq
 
Avaliadores dos trabalhos
 
Cátia Regina Braga Martins/Universidade de York/Canadá
Carmem Jená Machado Caetano/UnB
Cesário Alvim Pereira Filho/UnB
Edinei Carvalho dos Santos/UnB
Helenice Joviano Roque-de-Faria/UNEMAT
Hélvio Frank de Oliveira/UEG
Juscelino Francisco do Nascimento/UFPI
Paula Cobucci/UnB
Paulo Massaro/USP
Rodriana Dias Coelho Costa/UFG
Sonia Margarida Ribeiro Guedes da Rocha/UnB e SEEDF
Tatiana Rosa Nogueira Dias/UnB
Zenaide Dias Teixeira/UEG

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